Descolamento de retina

Degeneração Macular
Degeneração macular relacionada à idade
8 de março de 2017
Membrana Epirretiniana
Membrana Epirretiniana
28 de março de 2017

Descolamento de retina

esclarecimentos sobre Descolamento de retina

Descolamento de retina, saiba mais a respeito.

O que é descolamento de retina?

O descolamento de retina ocorre quando há separação entre camadas da retina. Em geral esta separação se dá entre a camada de fotorreceptores e o epitélio pigmentar da retina, levando a um acúmulo de líquido subretiniano.

Existem 3 tipos principais de descolamento da retina:

1. Regmatogênico: Tipo mais comum está associado a um defeito de espessura total na retina neurosensorial (buraco ou rotura da retina) que permite que o vítreo liquefeito vá para o espaço subretiniano.

2. Tracional: A camada de fotorreceptores é puxada por contração de uma membrana vitreoretiniana na ausência de quebra retiniana (rotura).

3. Exsudativo ou seroso: O descolamento se dá por acúmulo de fluido subretiniano derivado de vasos coroidais, retinianos ou ambos.

O descolamento de retina do tipo regmatogênico ocorre pela formação de uma rotura que em geral se dá por uma tração dinâmica do corpo vítreo. A maior parte das roturas (cerca de 60%) se localiza no quadrante temporal superior retiniano.

O Descolamento vítreo posterior (DVP) é uma causa muito frequente de roturas e pode ser assintomático ou cursar com fotopsias (visualização de flashs de luz) e floaters (visualização de corpos ou moscas volantes). Portanto se o paciente se apresenta com queixa de moscas volantes é essencial a realização de um exame de mapeamento de retina para descartar a existência de uma rotura retiniana.

Tratamento profilático

Ao se visualizar uma rotura retiniana em paciente sem descolamento de retina temos a oportunidade de realizar um tratamento profilático com laser (fotocoagulação) e evitar que o descolamento de retina se desenvolva.

Cerca de 6% da população vai desenvolver uma rotura de retina ao longo de sua vida, porém, nem todas as roturas evoluem com descolamento da retina. Existem regras que nós oftalmologistas seguimos para decidir se a rotura merece um tratamento profilático. Essa decisão se baseia principalmente em :

1. Existência de sintomas secundários à rotura

2. Tamanho da rotura

3. Localização da rotura

4. Outros fatores de risco associados

O laser é realizado após a dilatação da pupila e pode ser doloroso em alguns casos.

O procedimento é rápido e raramente dura mais do que 30 minutos.

Tratamento

Uma vez detectado o descolamento de retina um tratamento deve ser instituído o quanto antes. Caso o descolamento ainda não tenha atingido a mácula (responsável pela visão central) considero a cirurgia de urgência e esta deve ser feita se possível no mesmo dia ou dia seguinte do diagnóstico.

Existem diversos tipos de tratamento cirúrgico que podemos utilizar no tratamento do descolamento de retina.

O mais utilizado é a vitrectomia via pars plana. Nessa cirurgia fazemos três pequenos orifícios de entrada no olho e através destes o humor vítreo é aspirado para fora do olho e um e fluído artificial é colocado em seu lugar. Utiliza-se um gás em pressão ou líquido pesado para “empurrar a retina de volta ao seu lugar” e uma vez assim procedo com a realização de fotocoagulação à laser ao redor da(s) rotura(s).

Ao final da cirurgia pode-se deixar no interior do olho um gás expansível (em geral C3F8) que vai ser reabsorvido após cerca de 60 dias ou óleo de silicone que não é reabsorvido pelo organismo e desta forma necessita nova cirurgia para sua retirada. Esta pode ser feita até alguns anos após a realização da cirurgia inicial.

Saiba mais sobre o Dr Aron Guimarães.

Os comentários estão encerrados.